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elementar - conjugação de terra, água, fogo e ar

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Vale da Utopia

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vilma - a vítima - parte 2

O Raphael ainda não chegou a conclusão se a Vilma é personagem ou entidade.
O certo é que às vezes ela baixa por aqui.
Se lamenta, reclama, sofre, choooora.
É um saco!!!!
Mas é bom, porque tudo o que acontece é culpa dela. Ela gosta de sentir-se culpada. Então ela é a responsável por tudo que não dá certo.
A Naná é tão maravilhosa que quando ela traz a Vilma, a gente chora - de rir. Porque a Naná, geralmente, faz tudo parecer engraçado.
Mas, quando a Vilma vem sózinha é um porre. Aliás, uma ressaca!
A Vilma tem trilha sonora: músicas melosas, dor de corno, nostalgias. A Vilma é uma desconjunção astral. Desarmonia entre sol e lua. Chata, rançosa, viciada. Ela é simplesmente culpada. E agora tá se achando no topo do ranking do vale de lágrimas por conta do pseudo futuro filósofo que entope os ouvidos dela com as orelhas dos livros que ele retira na biblioteca.
Claro que é ela quem tem que devolver. Mas ela é tão enrolada. Sempre perde o prazo. Aí tem multa. E mais culpa. Bem feito pra Vilma, ela queria uma mala sem alça pra carregar, arrumou.
Né, Géssica!!!!
Foi a Claudete quem me contou. A Claudete é fofoqueira que nem sei. Eu nem queria saber de nada. ..
Agora vou lá na biblioteca da UFRGS devolver os meus livros porque eu não sou como a Vilma não!!!!

indico

Olha aí:

http://taricano.blogspot.com/2008_08_26_archive.html

Vilma, a vítima!

Minha amiga Naná vive inventando personagens. Ela é atriz. Quando chega aqui em casa, traz uma legião de mulheres consigo.Vilma - a vítima, vive se lamentando. Como sofre a coitada!!! Ela nasceu pra padecer. Também pudera, o destino lhe conferiu uma constelação zodiacal digna de pena. Ela é canceriana, ascedente em câncer e lua em câncer.
 Coitada, coitadinha. Ela parece mesmo um galinha d'ângola. Sempre fraca, anêmica, deprimida. Aliás, se a Vilma pudesse ser um bicho, ela seria de fato uma galinha já que pena é o que ela mais tem de si mesma.

Quem já não teve seu dia de Vilma???

sentimentos

O ciúme é erva daninha no jardim dos sentimentos.
O ódio, parasita que suga e sufoca a planta hospedeira.

Movimento aqui e agora

Te apegas somente na idéia do desapego.
Objetivo maior: dissolver o ego.
Todo o querer se resume em não querer.
Simplesmente: fluir como água,
soprar como o vento.
Sem porquês, apenas como.
Objetivo maior: andar e não chegar.

Se teu porto seguro e alegre está em teu interior,
onde quer que esteja ou vá, estarás em casa.

Os oráculos não pré-vêem,
mas mostram o essencial:
aqui e agora, sem antes nem depois.
Como a seta que em qualquer momento da trajetória está parada.
Aqui, a meta não é o alvo, é o percurso. O fim é o meio.

O sentido de tudo se configura na essência do processo.
Ser pressupõe movimento.
E o movimento é a lei que rege o universo.

Elipses, esferas, rotações
Dia, noite, luas, estações
Vibrações sonoras em profusão
Eis a resposta para todas as questões!

(em 23/08/07)

Auto-boicote

Com ajuda do Houaiss, tudo fica mais fácil.

AUTO
elemento de composição
antepositivo, com o valor de 'automóvel' (1866, no fr. automobile 'que se move por si mesmo'),
Boicote
ato ou efeito de boicotar;
ing. to boycott (1880) 'interditar, recusar-se a trabalhar ou a cooperar', do antr. Charles C. Boycott (1832-1897), adp. como boicotar
Sabotagem
fr. sabotage (1904) 'manobras, ações que têm por objetivo provocar o prejuízo de uma empresa', de saboter

OBS. tendência dos humanóides, geralmente adultos e talentosos, a não cooperar consigo mesmo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Inconveniente!

Seu intrometido!
Ninguém te convidou!!
Pareces uma mosca a varejar o meu sossego.
Chegas assim, sem pedir sequer licença, e toma conta de tudo.

Por que insiste em te fazer presente?
Não percebes que és insistente, renitente?
ente ente ente ente... Doente!!!
Vai te embora para longe e não volta nunca mais!
Vai, intruso zombeteiro da minha paz!
Tu és apenas ilusão.
És apenas um pensamento vão.

Cadê a fé que tava aqui?

Do meu anjo da guarda
restaram apenas as penas.

ORKUT e várias variáveis

Vivemos em tempos confusos (e qual tempo que se vive não é confuso?).
Neste tempo hipermoderno, tudo é efêmero, descartável, fugáz...
Há uma confusão imbrincada entre o que é da ordem do público e o que é da ordem do privado que caracteriza muito nossa época.
Pensemos no ORKUT. Enquanto rede de relacionamentos pode favorecer muito as questões de ordem pública: divulgação de eventos, mostra de obras de arte, socialização de idéias e materiais culturais, encontrar pessoas desaparecidas, articular atos públicos, etc. Isso é tão bacana.
Quantos afetos (e desafetos) distantes no espaço e no tempo foram re-encontrados via orkut!!!
Quantas questões práticas da vida foram resolvidas?
Mas, convenhamos, a exposição da vida privada chega ao ápice da falta de bom-senso. Crianças pequenas expõe-se sobre os olhares orgulhosos de seus pais; detalhes da vida íntima das pessoas são colocadas em outdoors virtuais. A privacidade e a intimidade viraram domínio público. Adolescentes cometem atos absolutamente violentos, articulados via orkut, provocados por uma simples espiadinha.
Ah, as espiadinhas!!! Posso bloquear o acesso de pessoas desconhecidas, bisbilhoteiros de plantão. Mas essa alternativa impede que contatos interessantes sejam feitos.
Sempre que o bom-senso falha, é preciso apelar para atitudes mais drásticas. Se o bom-senso imperasse, não precisaríamos de tantas leis restritivas e proibitivas.
Por isso, às vezes, ando toda de preto. Além do charme básico, é manifestação sincera pela morte do bom-senso. É luto!!!É forte! E espanta mau-olhado.

ser psiquê

Quando me ocorre pensar sobre o ser, em inusitadas ou corriqueiras circunstâncias, nas horas gastas à toa, na boa ou nem tanto, só consigo chegar a isto: como definir o que penso se ao chegar a uma possibilidade eu já estou/sou outra? Sim, parece a velha idéia heraclitiana "jamais nos banhamos duas vezes no mesmo rio...".
O ser é incapturável? Inefável?
(São dois mil anos de elucubrações metafísicas)
O ser é processo: ser só acontence sendo...
Se aproximar do é da coisa é se aproximar de um abismo, contemplá-lo, sentir um frio na espinha e voltar atrás, porque fazer parte dele é ser por ele tragado, é anular-se.
Agrada-me a história de psiquê (alma ou borboleta em grego), pela transformação, metamorfose e tudo que isso envolve. Psique leve bailando a beira do abismo sem medo de cair porque se cair, quem sabe, voará...